|
Uma amostra do que vai ser na prática o PT A secundária Serafim Leite de São João da Madeira é a escola-piloto do Plano Tecnológico da Educação. O estabelecimento de ensino recebeu 240 computadores, 20 quadros interactivos e 44 videoprojectores. E o cartão electrónico do aluno já funciona.
A rede informática foi remodelada de alto a baixo. Parte da ligação à Internet em banda larga está tratada. O cartão do aluno entrou em funcionamento. Vinte quadros interactivos, 240 computadores e 44 videoprojectores fazem agora parte do material escolar. A Secundária Serafim Leite de São João da Madeira é a escola-piloto da implementação do Plano Tecnológico da Educação (PTE). O estabelecimento de ensino abriu as portas para pôr em prática o primeiro eixo do PTE, no que diz respeito à tecnologia. "Foi implementada na escola a primeira medida que tem a ver com os equipamentos. Foi feita uma rede informática de raiz", adianta Pedro Gual, presidente do Conselho Executivo da Secundária de São João da Madeira. Um processo que ocupou os últimos 12 dias de Maio. Um motivo de orgulho e uma responsabilidade acrescida. Em Junho, representantes das direcções regionais de educação de todo o país estiveram na escola são joanense para analisar o que está a mudar. O cartão electrónico do aluno está em funcionamento. Os pagamentos no bar ou na papelaria podem ser feitos com esse cartão. "Não deu muito tempo para que os alunos usufruíssem das novas condições, uma vez que o ano lectivo terminou uma semana depois", lembra o responsável. De qualquer forma, há mais trabalho pela frente. "Trata-se de um processo contínuo. O segundo eixo, relativo aos conteúdos, não depende tanto de nós. O que se pretende é que os serviços da escola passem a decorrer em aplicação informática", explica Pedro Gual. "A transferência de um aluno para outra escola será feita através de um processo electrónico", exemplifica. A escola-piloto do PTE tem mais actividades pela frente. "Em Setembro, esperamos arrancar com a medida três, ou seja, a formação. O objectivo é dar formação a todos os professores para a utilização das tecnologias que temos instalado", adianta. Há mais um projecto definido para a Secundária Serafim Leite, que actualmente conta com cerca de 1100 alunos. A secundária são-joanense acolherá uma academia de tecnologias de informação, em Setembro ou Outubro, que funcionará como a estrutura-piloto da Região Norte. Estas academias, recentemente anunciadas pela tutela, oferecem formação e certificação extracurriculares na área informática, em acções coordenadas por seis empresas do ramo. Em São João da Madeira será a Microsoft a orientar essa formação que, numa primeira fase, destina-se à classe docente e depois aos estudantes. No final de Maio, a Secundária Serafim Leite recebeu a visita da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, aquando do 50.º aniversário do estabelecimento de ensino, ocasião que a escola aproveitou para inaugurar o Centro Multidisciplinar e Interactivo. Uma estrutura composta por um auditório com capacidade para 105 lugares, uma sala de reuniões para 25 pessoas, uma biblioteca/mediateca integrada na Rede de Bibliotecas Escolares e ainda uma área polivalente com cafetaria. O auditório está aberto a iniciativas de várias organizações, estando preparado para a realização de conferências, reuniões, encontros e acções de formação. O centro multidisciplinar representou um investimento superior a 600 mil euros, assegurados na totalidade pelo Ministério da Educação. Conhecimento sem barreiras O PTE é um programa de modernização tecnológica destinado às escolas de todo o país e assenta em três eixos de actuação: tecnologia, conteúdos e formação. O principal objectivo do plano é colocar Portugal entre os cinco países europeus mais avançados em matéria de modernização tecnológica até 2010. Um investimento de cerca de 400 milhões de euros para equipar os estabelecimentos de ensino com 310 mil computadores, nove mil quadros interactivos e 25 mil videoprojectores. A ideia é tornar o cenário escolar "num espaço de interactividade e de partilha de conhecimento sem barreiras". Preparar crianças e jovens para a sociedade do conhecimento e certificar competências na área das novas tecnologias da informação de professores, alunos e funcionários, estão também na agenda. A modernização do sistema educativo português está assim em marcha. Todas as escolas do país beneficiarão do PTE e não há despesas de investimento previstas. Os planos estão traçados. Em 2010, haverá um computador ligado à Internet por cada dois alunos, quando, neste momento, há um para cerca de oito estudantes. Até 2010, as escolas terão um quadro interactivo para cada três salas de aula e computadores com ligação à Internet em banda larga e videoprojectores em todas as salas de aula. As escolas do 1.º ciclo do Ensino Básico não ficam de fora deste processo. Mas tendo em atenção as particularidades do nível de ensino e sua gestão, está a ser estudada uma estratégia de modernização tecnológica específica para essas escolas, em estreita articulação com os municípios. E porquê avançar para um plano com estas características? O site do Ministério da Educação garante que há desigualdades que não fazem sentido. "O estudo de diagnóstico sobre a modernização tecnológica do sistema de ensino em Portugal revelou que a relação das escolas com as TIC é ainda muito desigual de escola para escola e que falta integrar plenamente as TIC nos processos de ensino e de aprendizagem. O PTE representa, por isso, um enorme salto qualitativo do ensino e da aprendizagem das novas gerações, preparando os portugueses para os desafios da sociedade e economia do conhecimento", lê-se.
http://www.educare.pt |